Quem se importa
Ninguém...
Mas eu tenho um beija-flor
esteja eu dormindo
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Sonia Regina, 23 /03/ 1997
varandinha de meu apartamento
À varanda pequenina
as azaléias chegaram:
cada uma em seu vaso.
Uma, cor de rosa tímida, singela,
a outra, mais arrogante,
rosa forte, exibida.
Ambas floridas e lindas
até... que vindo o verão
ficaram feias, queimadas,
suas folhas se acabaram
e as flores pereceram...
Tentando a elas curar
dei-lhes um vaso maior,
juntas, unidas e tristes,
sem folhas, flores ou cores.
O ano foi se arrastando,
outono se aproximando,
e a olhar as azaléias,
vi que iam se alegrando.
Pontilhadas de botões,
folhas verdes aos montões
foram crescendo
felizes, viçosas, lindas!
Quando o inverno aconteceu
os botões, todos, se abriram
em exibida beleza;
e descobri que,
como algumas mulheres,
no inverno floresciam.
O lugar era pequeno
para conter tantas flores...
mas a lição mais bonita
ainda estava por vir.
A azaléia rosinha,
tímida, frágil, singela
unindo-se a arrogante
formaram uma terceira
que era a mistura das duas
e de ambas reunia
o que tinham de mais belo.
Desta historinha de flores
ficaram algumas lições:
nem sempre na primavera
ou no verão desta vida
é que nos surgem as flores;
no outono é a promessa
e no inverno é que florescem.
Mais uma lição me deram
as azaléias viçosas.
Se sozinhas eram belas,
unidas em mesmo solo,
deram o melhor de si
pra que terceira surgisse
orgulhosa das origens:
azaléia matizada
explodindo de beleza
na lição da natureza!!!
azaléia matizada
Sonia Regina
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EXIBO COM ORGULHO



