Quem sou eu

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Sonia Regina Lomardo
Sou alguém que sente necessidade de expressar o que pensa, seja escrevendo ou expondo sentimentos oralmente. Quando emito opinião, não a retiro nem a modifico, pois foi amadurecida. Jamais jogo palavras ao vento, são as minhas verdades. Tenho, no entanto, a consciência da antiga máxima: "a seta, a palavra e a oportunidade perdida, não retornam jamais..."
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NITERÓI, LUGAR ENCANTADO!!!

NITERÓI, LUGAR ENCANTADO!!!
Minhas origens

TRABALHOS DA TECELÃ GABRIELLE LOMARDO

DECOUPAGE EM DESFILE PELA ARTESÃ DANIELLE LOMARDO

VERNISSAGE VIRTUAL DO WEB DESIGNER ORLANDO LOMARDO (imagens protegidas por direitos autorais)

PRESENTES ESPECIAIS

"SELANDO" A AMIZADE !!!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

LIVRE PENSAR



O de alma vazia,
perdida, insensível,
odeia o que é capaz
de em duas palavras
ou em um pensamento
dizer, escrever, falar
do seu mundo, em que não vive.

Por isso te entendo:
rasga meus versos,
todos que encontrares.

Destrói o que gosto,
tudo o que puderes.

Xinga meu ser,
meu corpo, minha alma...

Em meus pensamentos,
meu mundo interior,
jamais penetrarás,
nunca o entenderás.

Vejo beleza
onde não vês nada;
sinto perfumes
que nunca aspirarás;
tenho uma vida só minha,
sem máculas, sem gritos,
sem mágoas,
sem sequer vivê-la.

Sou capaz de colocar
palavras corretas e limpas,
pra dizer o que penso
de gente que me ofende e fere.

Vá em frente! Rasga os versos,
fui eu quem os criou,
sinto carinho por eles.

Mas pensa, pensa:
meus pensamentos,
minha mão, meu lápis
farão outros e outros
para que os rasgues...

Mas saiba, mas saiba
que nunca, nem mesmo
eu partindo,
poderás destruir o poder
e o direito que tenho de pensar!

***




Sonia Regina, 09/ 05/ 1978

sábado, 5 de dezembro de 2009

ESSÊNCIA




Descobri, feliz, a essência de um ser.

Descobri, feliz, quão pouco a exterioridade representa.

Descobri, maravilhosa e claramente que a essência dos seres, com a certeza dos que procuram e encontram, não está em sua aparência exterior.

Olha-se as pessoas, percebe-se sua estrutura externa, as achamos estranhas aos nossos olhos e lembranças e constatamos naquela figura, nada familiar, a essência que um dia nos encantou e nos encanta ainda.

A forma se esvai, dilui-se em desgostos, dores ou no próprio tempo mas, em pormenores, que só nós sabemos existirem, só para nós eram importantes, encontramos a essência que brilha e nos guia como farol em alto-mar.

Feliz descubro que tudo que importa, de verdade, tudo que somos, realmente, reluz à nossa volta, permanece, sempre, conosco,em qualquer forma que tomemos...

Eu sou, ainda e para sempre, o que de melhor fui um dia e vejo você, para sempre, em momentos que se eternizaram em sua essência...

Encantada...
*

Sonia Regina/1998

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

COMO A LUA...



Como a lua tenho fases:
dias há que sou minguante
e nele as mágoas afloram...

Saudades que já vão longe...
dores que já não doíam!

Aos poucos sou lua nova
escondida na caverna,
pensando nos meus porquês,
cansada de meus pesares!

E vou ficando crescente,
fazendo planos, sonhando,
a espera do melhor...
Projetos surgem do nada...
sorriso vai se chegando,
com jeitinho encabulado
a me dizer: -Quero mais!!!

Então me vejo bonita,
minh'alma toda se alegra,
saio a dançar pela casa,
cantarolo por um nada,
percebo as cores das flores,
que o céu, a noite, reluz!!!

Reestréio minha vida:
agora estou lua cheia!!!

*
Sonia Regina.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

FIM DE SEMANA


Sabe-se que nada é acaso...

Inicia-se o final de semana do qual não sou muito amiga....

Encontrei este poema, letra de uma canção que eu poderia ter escrito hoje, se já não o tivessem feito...

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Outra vez é o mesmo vazio
de uma segunda-feira,
tarde vai se arrastando pra noite
pra chegar terça-feira.

Pelo vidro da minha janela
já não faz diferença...
Mais um dia de sonho e de espera:
jogo de paciência!

Quarta-feira adormeço sem graça:
mais um dia e você nem ligou...

Quinta-feira, de orgulho ferido
eu nego esse amor!!!

Sexta-feira amanheço ansiosa:
passa o dia e nenhuma lembrança...

Bate sábado, então perco a pose:
choro feito criança!

Fim de semana, eu sem você...
Quanta saudade...
Cadê você?

Some no mundo, só vem quando quer
e nem mesmo me chama...

Fim de semana, eu sem você...
Quanta saudade!!!
Cadê você?


Já é domingo, eu aqui te esperando:
é mais um fim de semana!


Novamente me encho de sonhos:
recomeço a semana.

No amor não se mede ou se explica
a emoção de quem ama!
Ao deitar, fecho os olhos
e peço pra que algo aconteça...

Mas acordo e nada acontece:
nem segunda, nem terça...

Quarta-feira adormeço ...


*

Carlinhos Conceição e Michael Sullivan, postado por Sonia Regina.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

ETERNAMENTE NOIVA




Há alguns anos resolvera noivar com a vida. Noiva eterna, assim seria nesta terra e, quem sabe após, para onde quer que fosse.

Noiva do que imaginou viver e que jamais aconteceu; noiva de seus sonhos não realizados; noiva de seus planos não concretizados; noiva das ilusões que imaginou, um dia, teriam outro nome; noiva de sua infância tão distante e perdida, não perdida não, permanecia nela, em sua saudade; noiva do sol, que tanto desfrutara; noiva da praia em dias de chuva quentinha, caindo em gotas grossas.

Noiva para sempre de tudo que poderia ter sido, de tudo que imaginou que concretizaria.

Noivado!!! Promessa entre um ser e a vida de viver-se o futuro como se idealizou. Enquanto o compromisso não se afirma o noivado permanece, mesmo que seja pela eternidade, de quem pode se esperar tudo, pois a infinitude do tempo nos acena a cada passo com as possibilidades que almejamos.

Resolvera explicar-se, embora achasse que não o deveria fazer, ao perceber que seu noivado causava estranheza e incomodava a algumas pessoas.

Era noiva do tempo, do tempo por quem passara e daquele por onde, ainda, passaria, aqui, ou em outra dimensão...Estar noiva é permissão integral para o que quer se deseje realizar.

É só esperar noivando, de preferência, com aliança no anular da mão direita.




Sonia Regina/1999

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

PIPAS, VENTOS E VIDAS...


A mocinha recebera de presente papéis coloridos, de seda, cola,tesoura, linha, varetas de bambu e a ordem do Universo para com o material construir três pipas de tamanhos variados e o mais bonitas possível.

Cumpriu a ordem com carinho e após alguns anos dirigiu-se à beira-mar para tentar empiná-las.

A primeira, o vento ajudando, voou de pronto, com enorme rabiola colorida e a mocinha, agora já mulher a admirava e segurando a linha lutava contra a força do vento e da pipa que já ia longe.

Repentinamente, numa lufada mais forte lá se foi a voar sozinha e à mulher só restou enrolar a linha e desejar que ela fosse longe e o fizesse bonito.

Em suas mãos duas pipas lhe restaram.

A segunda, também, lutava em se soltar e a mulher a prendia forte e, ao mesmo tempo, admirava seus volteios mais caprichosos, brincando de pega-pega com outras pipas mas sempre firme nas mãos de sua criadora.

Não mais que num sopro uma pipa estranha, com linha encerada no vidro partiu o cordão que prendia sua linda pipa cor de rosa e lá se foi ela a voejar atrelada à outra que a roubara.

Nas mãos da mulher ficou a terceira pipa, aquela construída com o finalzinho do papel colorido e que por isso não possuía a rabiola muito longa.

Além disso a mulher já conhecia todos os segredos de ventos, linhas enceradas e cortantes e segurou firme nas mãos sua pequena pipa azul de rabiola pequenina.

Até hoje se encontra a mulher pelas praças, praias, campos, por toda a cidade, a soltar a sua pipa fortemente presa em suas mãos.

Não se separarão jamais!

Sonia Regina/1999

terça-feira, 17 de novembro de 2009

SONHO MAIOR



Sonhar com a casa clara,
sonhar com filhos felizes,
sonhar com sobriedade,
compreensão e alegria.

Sonhar com a vida fluindo
em risos e amizades;
longe de gente mesquinha,
de falatórios banais.

Sonhar em pisar na grama
fresca,molhada de orvalho.

Sentir os cheiros que a brisa,
sempre, me traz com lembranças.

Uma rede na varanda...
um portão sem cerimônia
onde qualquer que nos goste
possa passar,sem licença
e tomar café na cozinha.


Sonia Regina/1993