QUEM SOU EU...


"Ninguém pode calar dentro em mim esta chama que não vai passar, é mais forte que eu e não quero dela me afastar....



Eu não posso explicar quando foi e nem quando ela veio, mas só digo o que penso, só faço o que gosto e aquilo em que creio..."(Maysa)



Com as outras dores fazem-se versos...com as que doem,grita-se! (Fernando Pessoa)













Quem "grita" como eu......

NITERÓI, LUGAR ENCANTADO!!!

NITERÓI, LUGAR ENCANTADO!!!
Luar dando espetáculo na praia da Boa Viagem!"

domingo, 24 de maio de 2009

VIDAS QUE TEMOS EM PARALELO


Encontrei esta crônica em meus guardados e a li como resposta ao meu post anterior,PAZ.Julguei ser interessante passá-la aos amigos.

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Aquilo que não se viveu,mas intuiu,percebeu ou sentiu,prolongando-se,vivendo vidas à parte da que vivemos.Paralelas reais.É o invivido,se me permitem inventar a expressão:in quer dizer dentro,ou seja,o indivíduo é o que existe e se prolonga apenas dentro do ser.

Em alguma parte da fantasia,do espaço ou do limbo das percepções,vivem(livres e lindas)as vidas impedidas de viver na vida concreta da gente.

Aquele olhar que você ganhou um dia;aquele começo de afinidade;a manobra perdida;o romance interrompido apenas iniciado;tudo prosseguiu.A frustração pelo não vivido talvez contenha a mais rica e intensa das histórias.

Quanto mais ricas de vidas não vividas,mais intensa a pessoa,porque capaz de gerar uma quantidade de instâncias humanas de possibilidades e de expectativas que viveram no território mágico e misterioso do invivido.

Ou seja,o vivido apenas num espaço e tempo além de nossa percepção aparente,além da realidade objetiva,mas real.Quanto mais carregada de vida invivida,mais capaz a pessoa de criar inesgotáveis emoções,maiores até do que a sua própria.

E é preciso ter grandeza para construir vidas que só existem no invivido,superiores em qualidade a esta vivida,que levamos como fardo,tarefa,missão ou glória.

Não chore a sua frustração.Ela foi apenas a resposta NÂO!dada pela vida vivida,para a capacidade monumental que você tem (e não sabe) de ampliar as fronteiras da vida invivida.Você é capaz de querer tanto,você sabe ser possível viver tanto que a vida vivida é pouca e pequena.

A vida vivida conterá apenas a sua normalidade,a sua capacidade de ser objetivo,de fazer e construir as poucas coisas ou as muitas poucas coisas concretas.

A vida vivida jamais avaliará os tesouros de afetos dedicados à vida invivida,uma maravilha alimentada pela fantasia e que se prolonga nas possibilidades secretas do não existente.

Arthur da Távola