
Vem, enquanto tenho vida
veias, coração.
Vem, enquanto fico aqui,
sozinha, à toa, pensando...
Não deixa o tempo rolar
pois não há muito a perder...
Já não existem aromas
a invadirem as tardes;
já não existe o barulho
das ondas me embalando a noite.
Vem, enquanto a vida pulsa,
mesmo sem pressão.
Vem, emoção, enquanto
vivo, que até sou capaz
de por tão longa espera
lhe oferecer meu perdão,
meu amor, meu coração!
***
Sonia Regina, 04/08/1990