QUEM SOU EU...


"Ninguém pode calar dentro em mim esta chama que não vai passar, é mais forte que eu e não quero dela me afastar....



Eu não posso explicar quando foi e nem quando ela veio, mas só digo o que penso, só faço o que gosto e aquilo em que creio..."(Maysa)



Com as outras dores fazem-se versos...com as que doem,grita-se! (Fernando Pessoa)













Quem "grita" como eu......

NITERÓI, LUGAR ENCANTADO!!!

NITERÓI, LUGAR ENCANTADO!!!
Luar dando espetáculo na praia da Boa Viagem!"

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O SONHO É A PONTE...


Recebi este poema de uma doce amiguinha do Orkut,a Juliana Lima,a Juju e vi nele o meu assunto preferido:sonhos!!

Confesso que não conhecia a escritora e ao pesquizar descobri belezas incalculáveis...Repasso aos meus amigos e vamos sonhar juntos...!


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O sonho é a ponte
que vai do infinito ao infinito!
É a medida sem comparação,
é a beleza do que se imagina.

Sonhar , talvez, só seja
reconhecer o que já nem a alma sinta,
nem o próprio pensamento veja...

Ana Hatherly

terça-feira, 28 de julho de 2009

VERSINHO PARA O TRIGAL


Trigal dourado
balançando ao vento
enraizado ao chão
as plumas a balançar .

Aprendendo paciência
humildade e alegria
no nascer do dia-a-dia
na beleza de dançar.

Sonia Regina/1993

domingo, 26 de julho de 2009

HOMENAGEM ÀS AVÓS



Hoje ,dia 26 de julho,comemora-se,no calendário dos que crêem em pessoas especiais que por este mundo passaram o Dia de Santana,avó de Jesus e de todas as que tem a felicidade de ser avó!

Minha homenagem a todas que se enternecem com seus netos e que receberam este prêmio da vida. Neto é tudo de melhor e nos faz reviver!!!

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A ARTE DE SER AVÓ


Netos são como heranças, você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu...É como dizem os ingleses, um Ato de Deus.

Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio,sem as dores da maternidade trata-se de um filho apenas suposto. O neto é, realmente, o sangue do seu sangue, filho do filho, mais filho que filho mesmo...

Cinqüenta anos, cinqüenta e cinco... Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem suas alegrias, as suas compensações:todos dizem isso, embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto, mas acredita.

Todavia, também obscuramente, também sentia seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade.
Não de amores com suas paixões: a doçura da meia-idade
não lhe exige essa efervescência.A saudade é de alguma coisa que você tinha e que lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade.

Bracinhos de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que tem sogro e sogra, conjugue emprego, apartamento e prestações, você não encontra de modo algum as suas crianças perdidas.

São homens e mulheres adultos; não são mais aqueles que você recorda.E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe coloca nos braços um bebê. Completamente grátis, nisso é que está a maravilha.Sem dores, sem choros, aquela criancinha da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida.

Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um filho seu que lhe é devolvido.E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância. Ao contrário, causaria espanto, decepção se você
não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.

Sim, tenho certeza de que a vida nos dá netos para nos compensar de todas as perdas trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes, que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixados pelos arroubos juvenis.É quando "sái com a neta para passear e ela diz:Vó quando eu ficar vovó quero ser maluquinha como você e ter este cabelo engraçado e curtinho...quero ser igualzinha a você"...e seu coração estala de felicidade, como pão no forno!


Raquel de Queiroz

terça-feira, 21 de julho de 2009

FIM DE FESTA





Em certa madrugada do ano 2000 ocorreu um eclipse lunar, dizem os astrônomos magnífico, o mais lindo do milênio que se esgotava.


Aconteceu em seu momento certo, e como tudo na roda da vida...passou.Quem abriu mão do sono para apreciá-lo, falará enlevado sobre ele; quem fechou os olhos, sob o forte poder da preguiça, engoliu a sensação de que perdeu a festa, que era de graça, de luxo e, jamais saberá, inesquecível.Por incluir-me nessa categoria senti-me frustrada e arrependida.


Assim é com a vida, com o mundo, com o destino.Os espetáculos felizes para todos acontecem a cada momento: basta saber a hora e o local adequados e comparecer para assistí-los, tomar posse deles ou segui-los.


Há que se resistir aos apelos mais fáceis: mais fácil dormir logo e, quem sabe, ter pesadelos; mais fácil permanecer onde se está quando bastavam alguns passos para se encontrar o caminho do arco-íris; mais fácil aceitar migalhas quando com um pouco de esforço e coragem poder-se-ia ser um dos convidados para o banquete da vida; mais fácil sujeitar-se do que deixar as algemas para trás e caminhar rumo à liberdade.


O eclipse lunar, último do milênio aconteceu e eu não vi!


Deus preparou seu magnífico espetáculo para mim também e pediu-me apenas que mantivesse meus olhos abertos mas eu escolhi dormir.


Quantas obras dessa grandiosidade Ele já não tem desejado mostrar-me e eu sequer me apercebi?

Todos os dias o sol nasce, todos os dias o sol se põe e eu nunca assisti a nem uma dessas exibições.

Que espécie de seres somos pessoas como eu?
Porquê nos queixamos?

Só nos é sugerido que estejamos atentos e deixemos o coração transbordar com os encantamentos a nós oferecidos diariamente.

Enquanto isso a mediocridade, a mesquinharia, manifestam-se no barulho, na gritaria, na algazarra que, mesmo contra nossa vontade, nos chama a atenção em revolta.

A beleza, a maravilha, os milagres acontecem nos silêncios das altas madrugadas e dos alegres e sorrateiros amanhecer.

Há que se estar alerta! Deus se revela nas horas quietas em que os menores nos convidam ao sono...

É preciso evitar-se as armadilhas!

Não vi o eclipse cor-de-rosa da lua...que me sirva de lição!


Sonia Regina/2000

domingo, 19 de julho de 2009

PROCURA-SE UM AMIGO





Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração.
Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir.

Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa.
Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.

Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo.
Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão.
Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados.

Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa.

Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo.
Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo.
Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância.

Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.

Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.






Precisa-se de um amigo para se parar de chorar.
Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas.
Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.



Pedro Block


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Amanhã, 20 de julho, é o Dia Internacional do Amigo...

Ofereço a todos que julgo meus amigos a imagem acima e o texto que se segue!!!

Quero muito bem a todos que me presenteiam com seus comentários plenos de carinho e suas presenças constantes...Obrigada por ouvirem meus "gritos"!


Sonia Regina

terça-feira, 14 de julho de 2009

AS ROSAS E VANUZA PANTALEÃO


Fui visitar minha amiga
em seu cantinho enfeitado...
Fui muito bem recebida,
com carinho, com cuidado:
cafezinho, amanteigados,
sorrisos, delicadezas
e a música no ar!

Passeando em seu jardim
descobri que amava rosas
e que todas eram lindas
e por ela batizadas
com nomes de escritoras.

Havia a rosa Coralina,
Colassanti, a Bishop,
a Madame de Stäel;
Virgínia Woolf, Lispector,
Cecília Meireles e a rosa
Florbela Espanca,
entre muitas talentosas.
Todas lindas, deslumbrantes,
valiosas como seus nomes pediam.

Num repente, em meio a tanta beleza
e tantos nomes ilustres,
deparo-me com a rosa
da amizade,do carinho,da atenção!

Minha amiga batizara,
aquela flor preciosa,
tão linda, tão perfumada,
com nome meu conhecido
que comigo caminhou,
ao meu lado, toda a vida.

Aquela rosa rosada
por ela foi nomeada
assim, com muita ternura,
de rosa Sonia Regina.


Minha Amiga Vanuza Pantaleão, obrigada de coração!!!

Sonia Regina,14 de julho de 2009



***Visitem o Roseiral da Vanuza no blog Vanuza Pantaleão/Obra Literária
O jardim localiza-se bem em frente neste cantinho maravilhoso!

domingo, 12 de julho de 2009

CANSAÇO BOM!...


São pequenas vitórias a construir meus dias.

Coisas pequenas,banais para tantos

e tão difíceis de alcançar para outros.

Quando as alcanço...que alegria,

que cansaço bom pelo caminho

percorrido e já vencido.


Sonia Regina.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

CANTO DO VENTO





Vento canta seu canto
doído,chorado:
um lamento.

Vento lamenta
os dias parados
em que não pode cantar.

Por isso canta,
uiva,grita...

Bonito lamento o do vento!


Sonia Regina/1992



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MEU ANJINHO DA GUARDA



Esse selinho segue uma regras:

1- Postar o link do Vidas Linha.

http://vidaslinha.blogspot.com

2- Oferecer para 3 blogs amigos.

3- Escrever um pedido especial para o
anjinho e um desejo muito especial "seu".

Quem me repassou este anjinho foi a Ana de Pelos Caminhos da Vida e eu adorei pois os anjos são meus amigos!!!

Obrigada Ana!!!

VOU FUGIR DA REGRA NUMERO 2, E VOU REPASSAR
PARA TODOS OS AMIGOS E SEGUIDORES, DESEJO QUE ESSE
ANJINHO DA SORTE TRAGA MUITA SORTE A TODOS VCS.

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JOGO LITERÁRIO





A Sandra do blog http://aotoquedoamor.blogspot.com
me convidou a participar de um jogo muito interessante.

Consiste em escrever o quinto parágrafo
ou frase da página 161 do livro à sua escolha
e, em seguida convidar outros amigos para fazer o mesmo.

Junto à postagem, deixe o link de quem o convidou para participar.

Minha resposta


"Nos primeiro dias Lóri se perturbava por ter certeza de que Ulisses estava esperando.Doía-lhe que as rosas murchassem e que ele pateticamente as substituísse por outras que iam murchar também.Consolava-a que a espera dele não doía tanto nele,pois se tratava de um homem extremamente paciente e com capacidade de sofrer.Então ela sossegava.Achava agora que a capacidade de sofrer era a medida de grandeza de uma pessoa e salvava a vida interior desta pessoa."

(O Livro dos Prazeres,Clarice Lispector)

Meus Convidados:
1 - Angela Guedes
2 - Vanuza Pantaleão
3 - Déia Arakaki
4 - Carmen Lício
5 - Veronica
6 - Maria Emília
7 - Jhacy

Divirtam-se!!!!

sábado, 4 de julho de 2009

...ME VI TE LENDO...




"Que força levava aquela mulher a debruçar-se assim sobre o papel,com tanta urgência e tanto desvelo?

Será que alguém leria,algum dia,aquelas linhas? Pensei na frase ouvida certa vez de Carlos Heitor Cony: "Eu escrevo e ninguém toma providências". Aquela mulher escrevia e ninguém fazia nada.

O mundo passava por ela, indiferente, seguindo seu curso apressado, repleto de objetivos, enquanto ela continuava lá-escrevendo,simplesmente.Mas,afinal,por quê?

Ali estava eu,um estorvo no meio da rua,paralisada diante de uma mulher e sua pena.Manobrando,fui embora.E ela ficou para trás.Solitária,perdida em seu mundo silencioso,com o lápis na mão,tendo apenas os cães por companhia.

Nunca mais passei por lá,mas penso nela,às vezes.E,ao relembrar seus gestos,concluo:ela continuará escrevendo,sempre.Deve ser sua sina,a expiação necessária,vício solitário que a condena e escraviza,mas que também a redime,salvando-a da morte e da loucura.Sim,ela seguirá escrevendo,podem estar certos.Porque é preciso."


Desconheço o autor,postado por Sonia Regina.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

OBRA-PRIMA


Nem toda obra é grande,
nem toda obra é prima,
algumas são mães,
outras irmãs,
algumas apenas clima...



Paulo Leminsky