
Passara a vida
escrevendo poemas
pra ninguém ler,
sem ninguém saber.
Linhas e linhas riscadas:
seus pensamentos,
nem sempre claros,
por medo de que alguém,
um dia, os decifrasse.
Palavras, sentimentos sem retorno
guardados, mascarados, sem razão.
Sentimentos seus,
livres, nascidos lá, dentro dela.
Arrependera-se por não ter
aceito o amor que lhe fora oferecido,
o único real,o único fiel!
Quando o descobriu
a morte, sempre à espreita,
já o tomara de si.
Linhas que escreveu
e que ninguém lerá.
Só ele, o amor amigo,
com o poder que lhe confere
a eternidade, sabe que
aqui está, só de passagem,
e que, por ela poderá esperar.
Saberá, finalmente, o que seja amar!!!
Sonia Regina/1989