QUEM SOU EU...


"Ninguém pode calar dentro em mim esta chama que não vai passar, é mais forte que eu e não quero dela me afastar....



Eu não posso explicar quando foi e nem quando ela veio, mas só digo o que penso, só faço o que gosto e aquilo em que creio..."(Maysa)



Com as outras dores fazem-se versos...com as que doem,grita-se! (Fernando Pessoa)













Quem "grita" como eu......

NITERÓI, LUGAR ENCANTADO!!!

NITERÓI, LUGAR ENCANTADO!!!
Luar dando espetáculo na praia da Boa Viagem!"

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

PIPAS, VENTOS E VIDAS...


A mocinha recebera de presente papéis coloridos, de seda, cola,tesoura, linha, varetas de bambu e a ordem do Universo para com o material construir três pipas de tamanhos variados e o mais bonitas possível.

Cumpriu a ordem com carinho e após alguns anos dirigiu-se à beira-mar para tentar empiná-las.

A primeira, o vento ajudando, voou de pronto, com enorme rabiola colorida e a mocinha, agora já mulher a admirava e segurando a linha lutava contra a força do vento e da pipa que já ia longe.

Repentinamente, numa lufada mais forte lá se foi a voar sozinha e à mulher só restou enrolar a linha e desejar que ela fosse longe e o fizesse bonito.

Em suas mãos duas pipas lhe restaram.

A segunda, também, lutava em se soltar e a mulher a prendia forte e, ao mesmo tempo, admirava seus volteios mais caprichosos, brincando de pega-pega com outras pipas mas sempre firme nas mãos de sua criadora.

Não mais que num sopro uma pipa estranha, com linha encerada no vidro partiu o cordão que prendia sua linda pipa cor de rosa e lá se foi ela a voejar atrelada à outra que a roubara.

Nas mãos da mulher ficou a terceira pipa, aquela construída com o finalzinho do papel colorido e que por isso não possuía a rabiola muito longa.

Além disso a mulher já conhecia todos os segredos de ventos, linhas enceradas e cortantes e segurou firme nas mãos sua pequena pipa azul de rabiola pequenina.

Até hoje se encontra a mulher pelas praças, praias, campos, por toda a cidade, a soltar a sua pipa fortemente presa em suas mãos.

Não se separarão jamais!

Sonia Regina/1999