
Lembra de mim,
eu quero, em dias doces,
de doces ilusões,
de meigas alegrias...
Lembra de mim,
lhe peço, em dias coloridos,
de praias amistosas
de doces marés,
de calmas fantasias.
Lembra de mim,
mesmo sem amor,
a perceber a presente ausência
da presença que um dia
preencheu as nossas vidas.
Lembra de mim
lhe rogo, com saudades...
Como não ter saudades
de um tempo só de amor?
Pensa no mar,
no sol, na chuva,
no banco lá na praça,
nas juras que eram eternas
e logo se acabaram.
Lembra de mim,
mesmo assim, eu quero,
com a certeza
que aquele amor
que nem de amor sabia
ficou em algum lugar
guardado com carinho
e vai seguir comigo
e em cada lembrança
dará novo sentido aos meus dias.
***
Sonia Regina / 1998