QUEM SOU EU...


"Ninguém pode calar dentro em mim esta chama que não vai passar, é mais forte que eu e não quero dela me afastar....



Eu não posso explicar quando foi e nem quando ela veio, mas só digo o que penso, só faço o que gosto e aquilo em que creio..."(Maysa)



Com as outras dores fazem-se versos...com as que doem,grita-se! (Fernando Pessoa)













Quem "grita" como eu......

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Sobre a Amizade


"Vosso amigo é a vossa necessidade satisfeita.
Ele é vosso campo,que semeais com amor e ceifais dando graças.
E ele é vossa mesa e vossa lareira.
Pois a ele vos achegais com fome,e nele procurais a paz.

Quando vosso amigo expõe sua opinião,não temeis o "não" que está em vossa mente,nem segurais o "sim".
E quando se mantém em silêncio,vosso coração não para de ouvir seu coração;pois na amizade todos os cuidados,desejos e esperanças nascem e são partilhados sem palavras,em uma alegria não declarada.


E quando vos separais de vosso amigo,não fiqueis aflitos;pois aquilo que mais amais nele,ficará mais claro na sua ausência,como para o alpinista parece mais clara a montanha vista do plano.
E que não haja outro propósito na amizade que o aprofundamento do espírito,pois o amor que busca outra coisa que não a descoberta de seu próprio mistério,não é amor,mas uma rede armada,que apanha só o inaproveitável.

O que há de melhor em vós,que seja para o vosso amigo.
Se ele deve conhecer a vazante de vossa maré,que conheça também a enchente,pois o que seria vosso amigo se apenas o procurásseis para matar o tempo?
Procura-o sempre com horas para viver,pois ele é para preencher vossa necessidade,não vosso vazio.

E,na doçura da amizade,que haja o riso,e o partilhar dos prazeres,pois no orvalho das coisas pequenas o coração encontra seu amanhecer,e sente-se refrescado."

Khalil Gibran,postado por Sonia Regina.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Retrato


Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo,assim triste,assim magro,
nem esses olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.


Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples,tão certa,tão fácil:
-Em que espelho ficou perdida a minha face?


Cecília Meireles,postado por Sonia Regina.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Dons de Deus


Gabi é uma mocinha adorável, meiga, tranquila, prestativa e Deus a dotou de alguns talentos que ela explora com orgulho e muita alegria.




Ao nascer os prognósticos não lhes foram muito favoráveis: Deus a dotara, além dos talentos, com a síndrome de Down.





No entanto a vida, por ser perfeita, mostrou à sua mãe os caminhos para tornar falsos aqueles prognósticos. Ela saiu em busca de terapias, escolas, técnicos e todos os meios para que sua menina crescesse o mais sã possível.





Com a passagem dos anos Gabi mais e mais se desenvolvia. Aprendeu a ler bem, a escrever com alguma dificuldade, a se cuidar e ajudar nas tarefas caseiras, adora ler revistas de "fofocas" televisivas, conversa com todos e tem muitos amigos.






Gosta de assistir a DVDs, de música e de dançar. Deste talento falarei em uma outra ocasião.






Um dia, no grupo de convivência que frequenta surgiu uma nova oficina: a oficina de tapeçaria. Sua mãe colocou para a professora que ela não conseguiria, pois jamais havia segurado uma agulha comum, que se dizer de uma agulha para tecer tapetes?






A professora insistiu, alegou conhecer métodos específicos para aquele ensinamento e a mãe de Gabi se rendeu.





No início tudo era muito complicado: a agulha, as lãs, a tela,a tensão do ponto, muito difícil. Bem!Quem achava difícil era a mãe da mocinha porque ela mesma insistia e insistia. Aos poucos os trabalhos foram ficando mais organizados, mais esticados, os pontos mais regulares e as belezas foram surgindo...





De início tapetinhos para colocar sob o telefone, pequeninos painéis, bolsinhas...





Passou a trabalhar em tapetes para colocar ao lado da cama, mais coloridos, mais alegres, mais elaborados.



Quando sua mãe deu por si, Gabi já bordava lindos painéis, sem se preocupar com tamanho, caminhos para mesa, tapetes para chão e todos elaborados com muito capricho.





Hoje, sempre que lhe sobra tempo, pois faz muitas atividades, está às voltas com suas agulhas, lãs e telas e volta e meia indaga à sua mãe: - Não está lindo?





Gabi faz exposições mas não vende seus tapetes porque, infelizmente, as pessoas não dão o devido valor e desconhecem o custo do material.





No entanto, como é um espírito pleno de amor em si, Gabi resolveu o problema de sua mãe acomodar tantos tapetes em casa, que não é muito espaçosa. Quando termina um trabalho ela decide a quem presentear e os dá às pessoas que sabe apreciá-los. Já ofereceu a parentes, amigos, ao seu médico e, até mesmo, à moça que trabalha nos serviços domésticos na casa de sua irmã, que é uma pessoa muito sensível e calada, mas que ela percebeu o seu interior e a delicadeza com que a trata.






A mãe de Gabi tem muito orgulho deste talento oferecido por Deus e a Ele agradece pela filha e pela alegria que este dom proporciona à Gabi.






Sonia Regina.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Quisera


Quisera ter tido um homem.
Homem de pedras,
tijolos, cimento, mármore,
madeira e, porque não?
floreiras e flores.

Quisera ter conhecido
um homem
com alma
de valer a pena
construir um sonho,
vê-lo crescer,
transformar-se em realidade.

Quisera um homem
a quem pudesse
indagar, obtivesse respostas
e confiasse nelas.

Quisera um homem
de fala mansa,
sorriso largo,
preocupações saudáveis
no olhar
e sangue de verdade nas veias
e alma de poeta
e toque de escultor.

Quisera um homem,
um ser com sonhos
mesmo patéticos
a realizar...

Deus não quis,
não permitiu
e me transformei
em ser teimoso
que sonha feminino
e age como o ser
que eu, um dia,
quisera ter.


Sonia Regina, 21/05/1999

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

As pessoas,esse mistério


Eu inventei uma categoria. Chama-se:"as pessoas". Não está nos manuais de sociologia, nem nos livros de Freud. Não pertence a classes sociais, não excita ideólogos. As pessoas.

Não são a massa, tampouco o indivíduo. Não são turba, multidão, ajuntamento ou turma. As "pessoas" não se definem.

Elas estão entre os que sonham e não conseguem. São burras, feias, lindas ou inteligentes. As"pessoas" são o tempo passando em forma de gente. São os séculos desfilando em forma de vidas.

As pessoas estão na multidão, mas não são a multidão. Estão nos auditórios,salões da sociedade ou nos quadros dos pintores.

As pessoas consomem sem teorizar, amam sem saber, vivem sem cogitar. As pessoas respondem ao que lhes fala ao sentimento, dizem bobagens, grandezas, lêem subliteratura, lêem Proust, Drummond ou Rubem Fonseca, adoram Fernando Pessoa ou Brahms.

As pessoas não pensam, são. Não vivem, duram. Não falam, reagem. Não buscam, têm. Não sabem, agem. As pessoas são aquelas que nas fotos ninguém sabe quem são.

As pessoas estão. Ali, aqui, eu, tu, ele, nós, vós, eles.

Amar as pessoas em suas rugas e sonhos. Sentir o espasmo absurdo e maravilhoso de seu sentimento. Beber sua alienação. Entender sua grandeza.

São as pessoas, as que estão aí, vendo caladas e sonhando, sonhando, sonhando sempre e vendo caladas o tempo implacável passar sobre elas. São elas as que nos devolvem à média melancólica do que somos sem os vernizes de tanta coisa.

As pessoas estão aí: comendo, envelhecendo, amando, durando, indo ao psicanalista,entupindo-se de teorias e pastéis, curtindo shows, modas e circunstâncias, vivendo aqui e alhures, pagando aluguéis e rindo de piadas, crescendo as bochechas e tentando biografias, dando razão a educadores ou comprando CDs, batendo nos filhos e comendo sanduíches,passando, passando.

As pessoas não têm rosto. Rosto é ampulheta: implacável e indiferente.


Artur da Távola, postado por Sonia Regina.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A chave


*imagem do artista Orlando Lomardo
***

Não adianta tentar me prender,
não adianta tentar me calar,
não adianta, fechando esta porta,
tentar me impedir de caminhar.

Meu corpo fica triste,
tenso e preso,
e o meu pensar viaja,
passeia, sonha e vai
onde bem quer.

Não são portas nem palavras
que aqui vão me prender.
tenho um coração que pulsa,
posso te olhar e me fazer de nada
e, com o meu pensamento,
em nada te fazer.

Porque nada és,
sair por aí
pensando o que quiser,
brincando de voar.

Voando vou ao céu
e lá vou me encontrar,
juntar meus pedaços,
inteira viver o que,
sempre, me negaram.

Vou sorrir, me embelezar,
cantar, brincar, conversar,
tendo ao meu lado as pessoas
que desejar encontrar:
os que pela vida perdi,
os que a morte me levou,
aqueles que aqui em baixo
sequer percebi passar.

Os que pegaram o trem
em outro horário,
os que deixaram a casa mais cedo
ou que, num certo dia,
trocaram de caminho
ao sair pra passear.

Lá em cima vou receber,
quando sair no meu vôo
tudo que me foi negado
por ti, muito mais por mim.

Vou voar, voar bem alto,
só volto se desejar.

Por isso guarda tua chave,
teus gritos, teus egoísmos:
posso voar quando quero,
ninguém me pode impedir.

Posso ir onde, bem sei,
há a vida que sonhei.
Sou livre, tenho asas,
que certos olhos não vêem,
que mãos não podem podar.
**

Sonia Regina, 30/11/1991

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Cora Coralina e a homenagem às amigas


Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas, 20/08/1889 — 10/04/1985, é a grande poetisa do Estado de Goiás.
Se achava mais doceira do que escritora. Considerava os doces cristalizados de caju, abóbora, figo e laranja, que encantavam os vizinhos e amigos, obras melhores do que os poemas escritos em folhas de caderno.

Só em 1965, aos 75 anos, ela conseguiu realizar o sonho de publicar o primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais. Ana Lins dos Guimarães Peixoto Brêtas viveu por muito tempo de sua produção de doces, até ficar conhecida como Cora Coralina, a primeira mulher a ganhar o Prêmio Juca Pato, em 1983, com o livro Vintém de Cobre – Meias Confissões de Aninha.

Nascida em Goiás, Cora tornou-se doceira para sustentar os quatro filhos depois que o marido, o advogado paulista Cantídio Brêtas, morreu, em 1934. “Mamãe foi uma mulher à frente do seu tempo”, diz a filha caçula, Vicência Brêtas Tahan, autora do livro biográfico Cora Coragem Cora Poesia. “Dona de uma mente aberta, sempre nos passou a lição de coragem e otimismo.”

Aos 70 anos, decidiu aprender datilografia para preparar suas poesias e enviá-las aos editores. Cora, que começou a escrever poemas e contos aos 14 anos, cursou apenas até a terceira série do primário. Nos últimos anos de vida, quando sua obra foi reconhecida, participou de conferências, homenagens e programas de televisão, e não perdeu a doçura da alma de escritora e confeiteira.

-----------------------------------------------------------------------------------




HOMENAGEM ÀS MINHAS MELHORES AMIGAS BLOGUEIRAS

Hoje tenho a tarefa de aconselhá-las: sejam eternamente aquilo que vocês desejarem, sem que ninguém interfira nisso.
Quero que vocês vivam intensamente e que todos os sonhos de vocês se realizem.

Quero que vocês continuem assim!Que vocês sejam tristes, que dêem sorrisos atoa, que chorem de felicidade, que gritem de dor, quero que vocês tenham a mesma dignidade de sempre, que vocês consigam transparecer tudo, e que acima de tudo sejam intensas. E que vivam intensamente.

Façam dos sentimentos uma dádiva,ergam a cabeça,e tenham a simplicidade de admitir os seus erros.Errem! Errem muito, porque não há nada de errado nisso.
Sonhem com tudo aquilo que vocês mais desejam, desejem demais! Nunca tenham medo do que vocês possam ser.

Quando cair a noite,eu quero que vocês fujam,mas fujam de si mesmas,para não continuar sempre no mesmo lugar,sempre com as mesmas perspectivas.
Eu quero que vocês renovem as suas esperanças todos os dias.Eu quero que vocês sintam saudades dos velhos tempos,e que vocês percebam o quanto é importante ter amigos,o quanto é importante se sentir bem.

Eu quero que vocês chorem por amor,mas que vocês diferenciem grandes amores.Um fim de um grande amor é muito ruim,mas um grande amor não tem fim.
Eu quero que vocês estufem o peito por viver nesse mundo maravilhoso,que vocês contem a nossa história para todos que vierem perguntar sobre felicidade.

Eu quero que vocês tenham a coragem que eu não tive,que estufem o peito para canhões,quebrem o muro de Berlim,destruam as cátedras de Paris,e que defendam
as suas próprias palavras.

Eu quero que vocês contem muitas,muitas histórias porque a vida não tem graça sem uma boa história pra contar.
Quando vocês se sentirem tristes,saibam que vocês não precisam de ninguém para sentir a tal felicidade,mas que sempre que precisarem eu estarei aqui.

Desejo que vocês aproveitem o máximo a felicidade,que não esqueçam do universo,das lindas estrelas,que assim como elas,meu amor é imenso.
Desejo que vocês esqueçam o ontem e vivam o hoje. Porque o amanhã estará por vir e será muito mais lindo.

Lembrem-se que não há limitações para os sentimentos,amem intensamente,não tenham vergonha desses sentimentos,por mais simples que sejam eles são seus e tudo que vem de vocês é unico e inigualável. Aprendam que ninguém nunca vai deixar vocês tristes e que um dia de sol poderá mudar tudo.
Aprendam que com um pouquinho de amor,supera-se tudo. Tenham fé e percebam o quanto isso alivia e renova.

Todo dia enfrentem pelo menos uma coisa que vocês vão mesmo sentir medo. Saibam que os problemas são consequências de um ato,por isso pensem muito antes de fazer qualquer coisa.

Desejo a vocês noites de risos,de piadas,de brigadeiros. E que se um dia eu partir antes de vocês,olhem para o céu e lembrem-se:eu estarei sorrindo.
Não percam tempo com inveja,com falsidade,o bom mesmo é aquilo que vem de vocês, pois é puro e verdadeiro.

Agradeçam a seus pais, pela vida, pelo amor, pela alegria. E agradeçam mais ainda por serem eles que deram a linda vida a vocês, e que são eles as pessoas de quem vocês mais se orgulham, e que vocês admiram a coragem, o amor, as palavras mesmo que muitas vezes não batam com as suas.

Digam aos seus irmãos que o amor mais fraterno que existe é o deles, e estejam certas disso: eles serão os únicos que daqui a alguns anos,saberão mesmo lhes ajudar, lhes apoiar, e serão os padrinhos mais lindos para seus filhos, mesmo que talvez não recebam esta graça.

Digam tudo o que sentirem hoje, amanhã poderá ser tarde.
Não esperem vencer toda a guerra,todo o conflito,a angústia, mas lutem.
Sejam conscientes, e saibam que o mundo não gira em torno de vocês.
Quero que quando vocês esquecerem de mim, que pelo menos lembrem-se do quanto foi boa nossa amizade, e de quanta felicidade vocês me proporcionaram.

Amigas, vocês são a alegria de uma tarde vazia, vocês são pedras preciosas, vocês são flores de um jardim. Pra mim vocês possuem muito mais valor do que isso.
Sejam loucas e arrisquem tudo que for preciso pela felicidade de vocês! Jamais esqueçam, isso é só para os raros. Isso é só para vocês.

Eu desejo a voces, a felicidade mais pura e sincera que existe, muitas alegrias, muitos amores, que vocês sintam o quanto são especiais para mim. Desejo as minhas irmãs de alma, que a nossa amizade dure a eternidade, assim como meu amor. Lembre-se, estarei aqui para o que for necessário, em dias tristes ou felizes, vocês
serão para sempre as minhas estrelas-guia. Sejam raras, sejam eternas, sejam VOCÊS. Não duvidem nunca do quão especiais vocês são!

Queria dizer às minhas melhores amigas que elas são as pessoas mais bonitas que eu já conheci, e que conviver com elas é um privilégio.
Contar também que algumas das histórias que eu vou contar quando for velha referem-se a elas, e certamente são as mais engraçadas.

Queria dizer a cada uma de vocês o quanto são importantes. Seja pela força, pela energia ou pelo gênio. São algumas, que somam mil personalidades e um milhão de sorrisos. São muitas,que dividem mil segredos e um milhão de quilos do mundo. São muitas,que fazem as minhas noites mais divertidas e os meus problemas menores.
Queria dizer que eu sou uma soma de todas vocês.

Cora Coralina,postado por Sonia Regina.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Fome de letras


Sinto fome
de palavras
que me somem
no papel.

Sinto fome
de escrever,
de dizer
dos meus pensares,

como a fome
que é preciso
um pão para saciar.

As idéias
se embaraçam
e minha fome
de gravar
nesta folha
meu pensar
não encontra
uma migalha
uma casquinha
de assunto
que me possa saciar.


Sonia Regina,19/05/1994

domingo, 9 de novembro de 2008

Presentes

Esta imagem que ornamenta a abertura de meu blog é um trabalho de meu filho Orlando Lomardo, desenhista gráfico e artista plástico que a criou como homenagem à sua mãe que não cabe em si de orgulho pelo presente!

------------------------------------------------------------------------------------



Hoje é um dia especial para mim e para este blog. Completamos,ambos, duzentas postagens. Para mim é importante, pois quando criei este espaço não sabia, e ainda resta muito para aprender, coisa alguma sobre computação.

Ganhei o computador de meus filhos mais velhos que o instalaram e me disseram: - Vai mexendo em tudo que ele mesmo vai lhe responder às suas perguntas. E eu ,abusada que sou, resolvi fazer, para começar, um blog.

Confesso que para colocá-lo na tela fiz dezessete tentativas. Dessas todas consegui a proeza de constar no Blogger que eu os tenho em número de quatro, todos com o mesmo título e apenas um com textos, e eu, por desconhecer o que pode acontecer tenho receio de deletar os outros três e acabar com tudo, rsrs.

Essa não é a postagem de hoje é só a história do meu "...vou gritar pra todo mundo ouvir...". O meu post é uma homenagem aos meus filhos que me deram o presente que me trouxe tanta alegria, por ele mesmo e pela oportunidade de conhecer pessoas adoráveis e seus trabalhos que me aquecem a alma.
-------------------------------------------------------------------------------------

PRESENTES


Lando, Dani e Gabi
três presentes que ganhei
sem saber que jóias eram.

Lando, menino mimado,
zangado e pouco apressado,
sempre, com tintas e cores
a enfeitar suas telas.

Dani, linda, brava, sorridente
tem, sempre, resposta pronta
a quem a queira magoar.

Gabi, com seu jeito manso,
faz-me parar pra pensar
se o normal, normal seria
ou se ela tão especial
é que normal se faria.

Meus três filhos,
três presentes
de Reis Magos invisíveis
trazendo à minha vida
risos, cores, alegrias
que todos julgam impossíveis.

Deus abençoe vocês
porque existem e são meus!
Deus mandou,
os recebi
e os quero pra sempre aqui.

Encabuladamente,
*

Sonia Regina,06/01/1992

NITERÓI, LUGAR ENCANTADO!!!

NITERÓI, LUGAR ENCANTADO!!!
Luar dando espetáculo na praia da Boa Viagem!"